Ep.15 - Mais do que imaginei


A Jornada pelo passado continua... 
Visitamos a casa onde a mãe de Jesus viveu e as ruínas de Efesus, uma das primeiras civilizações do mundo.




Como de costume tomamos nosso café completo, sempre muito bem servidos no Buffet do navio. Eu que começo a enjoar não consigo mais comer de tudo me limitando a pães, cereais e frutas. O cheiro também começa a me causar enjoo, principalmente no jantar, mas nada muito forte, consigo administrar bem e não chego a passar mal. Mas, nada que me impeça de vivenciar mais um longo dia de passeio. Já na saída do porto temos a disposição muitas lojas e eu me encanto com uma barraca de lenços. Uma pashimina por dez euros é muito barato!



Chegamos na casa da Virgem Maria, o que nos impressiona muito. No começo não queríamos nem ir, não fizemos questão, pois não parecia interessante, mas chegando lá tivemos uma percepção completamente, a energia do lugar é incrível e as pessoas se emocionam com a historia, em estar no lugar onde a mãe de Jesus passou seus últimos dias. É realmente impressionante.  Lembro de como ela foi importante na historia, como fez a diferença em estar ao lado de seu filho a todo instante e como é enfatizado a sua devoção, como todas as mães, ela é exemplo de amor e sabemos quantas mulheres passam por diversas situações difíceis e que sempre se mantém firmes pelos seus filhos. A natureza nos promove mais um despertar, eu que agora serei mãe, sinto essa verdade dentro de mim.


Vamos para Efesus, o lugar onde mais queríamos ir, pois parece ser um dos povos mais antigos da pré historia grega. Tudo está em ruínas, e a maioria parece ser de 1500 anos a.C., mas toda a cidade foi engolida pela terra, por terremotos, e só uma parte dela foi escavada e está em exposição. Em 1992, durante escavações foi descoberto um cômoro feito pelo homem. Esta descoberta data de 2000 anos antes de Apasa o que significa que data até 5000 a.C. Vamos caminhando e conhecendo as casas, a biblioteca, o teatro, o grande teatro, as ruas, uma rua toda de mármore, etc. Vimos que os assentos mais próximos das apresentações são de mármores e restritos à realeza, o povo senta mais atrás e com os assentos de pedra. Já havia divisão, claro! Para ver como a desigualdade é arcaica e velha.



Depois passamos por uma fabrica de tapetes artesanais, uma grande surpresa no passeio. Não estava esperando, muito provavelmente o taxista nos levou até lá por ter algum acordo com o dono da fabrica. Vi as mulheres trabalhando e fiquei um pouco chocada, não imaginava poder ver essa realidade nesse dia. O dono da fabrica nos mostra como o tecido é feito, a matéria prima, a linha, as flores de onde extrai a cor, tudo artesanal! Impressionante!
Antes de voltar para o navio passeamos um pouco pelo centro em Kusadasi, compro duas pashiminas lindas e passamos em uma lan house onde ligo para minha família e me seguro mais uma vez sem falar nada sobre a gravidez, quero voltar o quanto antes e contar pessoalmente, sei que meus pais vão enlouquecer com a novidade e quero ver sua felicidade com os próprios olhos!


O jeito é esperar mais um pouquinho, o Emerson, que já comprou as passagens para Amsterdã quer ainda me levar para Paris e de lá para Portugal. Vamos até o Sky Bar e na lanchonete comemos um super lanche com a vista para o oceano, é simplesmente sensacional tudo o que ele está me proporcionando. Nada do que eu vivi até hoje se compara a esses dias de jornada pelo mundo, a cada momento eu me sinto mais e mais grata pela vida.
A caminho do quarto, no centro do navio, a musica rola e na hora eu me empolgo e começo a gravar. Uma dupla sensacional, um homem e uma mulher, cantam divinamente nos emocionando com uma musica romântica. Em seguida enlouqueço com o rock e o timbre da cantora que arrebenta nos drives e agudos. Incrível para fechar o dia.